O "ministro" Carne-Fraca disse de greve geral "pífia"... Não é o que mostra a foto da Folha de S. Paulo tirada no Largo da Batata na capital paulista, no início da noite
Isso mostra que nada é mais certo do que o velho adágio do jornalismo de que "uma imagem vale mais que mil palavras"
sexta-feira, 28 de abril de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Caras de pau, mesmo...
Texto de Aldo Fornazieri publicado hoje no Jornal GGN:

por Aldo Fornazieri
Aldo Fornazieri - Professor da Escola de Sociologia e Política.

A desfaçatez como método de governo
por Aldo Fornazieri
Desfaçatez é a qualidade de um desfaçado, daquele que não sente nem
constrangimento e nem vergonha pelos seus atos condenáveis, publicamente
assumidos. Trata-se daquele que, no senso comum, é conhecido como um
cara de pau. Pois bem: Temer e, de certa forma, boa parte das
autoridades que ocupam cargos superiores nos altos escalões dessa
República destroçada, assumiram a desfaçatez como método de conduta e de
governo.
Não se trata mais de esconder a verdade, de enganar, de fazer um jogo
ardiloso das aparências. Trata-se de assumir a corrupção e o crime como
predicados normais de quem governa. Ser acusado, denunciado, processado
é como que uma exigência curricular para se tornar ministro, ocupar os
altos cargos de comissões no Congresso, ser presidente da Câmara e do
Senado, assumir um posto de conselheiro ou ministro de Tribunais de
Constas, se tornar juiz do Supremo Tribunal Federal. Estes requisitos
curriculares estão se espalhando nos estados e nos municípios e nos três
poderes da República.
O descaramento e a impudência com que se manifestam autoridades,
senadores, deputados e ministros chega a ser espantosa. Em democracias
desenvolvidas, suspeitas e denúncias são suficientes para que uma
autoridade pública se afaste do cargo ou renuncie ao mandato. Aqui,
Temer avisa que denunciados e delatados permanecem no cargo.
Veja-se o
caso exemplar de Eliseu Padilha, hoje o ministro mais poderoso do
governo. Além de denúncias relativas à Lava Jato teve milhões de reais
bloqueados por um juiz do Mato Grosso, sob a acusação de ter cometido
crimes ambientais. No Rio Grande do Sul e no STJ já foi condenado em
definitivo a pagar um montante de R$ 393,76 a um corretor e vem
protelando o pagamento. Naquele mesmo estado é acusado de grilagem de
terras e é réu em processo por ter beneficiado uma universidade privada -
a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) em troca de pagamentos
milionários a duas empresas de consultoria do ministro, a Rubi e a
Fonte. Padilha já ultrapassou o próprio critério inescrupuloso
estabelecido por Temer e, mesmo assim, continua sendo o ministro mais
poderoso da Esplanada, proclamando, com desfaçatez, que o governo usa
como método transformar desqualificados e despreparados em "notáveis"
ministros, como foi o caso do ministro da Saúde, outro acusado de ter
cometido irregularidades no Paraná.
A desfaçatez política e a corrupção estão destruindo o conteúdo moral
das instituições e da sociedade. A falta de escrúpulos, de vergonha e
de decorro transformou as instituições públicas num escombro de
obscenidades. A honradez, a dignidade e a moralidade foram sacrificadas
na corrida em busca do foro privilegiado, esse instrumento abjeto que se
tornou abrigo de criminosos num Supremo Tribunal Federal que é um
cemitério de processos contra corruptos. Hoje não resta dúvidas de que
uma das maiores cobiças do núcleo duro dos golpistas dos partidos que
fazem parte do condomínio governamental era colocar-se ao abrigo do foro
privilegiado.
A nova face do mal
O atual governo é a expressão de uma nova forma de banalização do
mal, não daquela forma referida ao totalitarismo e à sua violência
desmedida, estudada por Hannah Arendt. A banalização do mal promovida
pelo atual governo é francamente grotesca e despudorada, é a violência
contra as convenções morais e civilizatórias, é a cruzada para mostrar
que ser honesto é uma frivolidade de ingênuos e de despreparados para o
exercício do poder político, pois este exige profissionais da corrupção.
Os outros que caíram em função de acusações de corrupção teriam caído
por serem amadores.
Somente os profissionais, identificados no atual
grupo de poder, teriam capacidade para estabilizar a governança corrupta
no país, mantendo-o prisioneiro do atraso, da injustiça, da
desigualdade e da pobreza às custas da riqueza de poucos. Os poucos, os
grandes, os ricos teriam como direito consuetudinário os faustos
proporcionados pela corrupção, as suas vidas de vícios, de esbanjamentos
que têm em Sérgio Cabral um espécime exemplar deste tipo de conduta.
Para esses banalizadores do mal, não importam as misérias do povo, o
desemprego, nos novos milhões de pobres, a indústria, a tecnologia, a
ciência, a pesquisa e a cultura sem futuro. Quanto mais longe da
modernização o país se encontre, mais longo será o império da corrupção,
mais tempo haverá para saquear os cofres da res publica e para orientar os recursos dos orçamentos públicos em benefício dos mais ricos.
Este novo mal radical não vem pelos tanques, pelas bombas e pelos
bombardeios. Ele vem pelo desemprego, mata à míngua, asfixia a velhice,
retira a potência da esperança dos jovens, renega os direitos das
mulheres e dos negros, drena o sangue dos pobres para pagar juros aos
bancos e refestelar as mesas e as extravagâncias dos ricos. Este mal
radical sonega os remédios e os leitos hospitalares, fecha escolas, põe
cancelas ao acesso à educação superior aos pobres e destrói os centros
de pesquisa.
Esta nova banalização do mal acredita que não tem limites no
movimento de tornar a república e a democracia em letra morta, em formas
sem conteúdo, em domínio exclusivo do capital. Este mal cria campos de
concentração e de extermínio mentais e vivenciais, torna as pessoas
supérfluas, não só pelo desemprego, mas pelas vidas vazias, pelas
angústias e pelos medos de vidas sem futuro.
Hannah Arentd tinha razão: o mal radical não vem de figuras
mitológicas que têm projetos e poderes fabulosos. Ele vem de figuras
banais, até mesmo medíocres. Este governo está eivando de figuras
banais, desprovidas de qualquer senso se grandeza. Figuras como Temer,
Jucá, o gato angorá, os Moraes, os Quadrilhas, e tantos outros, todos
acompanhados por um grande séquito de deputados senadores que o mundo
conheceu bem suas índoles no fatídico 17 de abril de 2016.
A questão desta nova banalidade do mal não é apenas moral sem deixar
de ser moral. Ela é política e remete para a necessidade de compreender
como o Estado brasileiro, ao longo dos tempos, produziu e vem produzindo
uma elite política e uma elite econômica que, indubitavelmente, querem o
mal do povo e o atraso do país. A resiliência desse atavismo perverso
pode ser encontrada na genética maldosa das nossas elites que nunca se
habilitaram para a grandeza e para a responsabilidade, mas que fizeram
do assalto, da violência, da expropriação e do saque um método para
governar para poucos.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Descobertas...
Xiiiiii... Agora apareceu até uma ex-amante do #FORATEMER: Érica Ferraz, jornalista
Texto redigido com base em matéria do Blog "Tijolaço" 17.02.2017
Xiiiiii... piorou: agora se descobre que Erica Ferraz, a amante, é ESPIÃ AMERICANA
Texto redigido com base em matéria do site "Conversa Afiada" 17.02.2017
Texto redigido com base em matéria do Blog "Tijolaço" 17.02.2017
Xiiiiii... piorou: agora se descobre que Erica Ferraz, a amante, é ESPIÃ AMERICANA
Texto redigido com base em matéria do site "Conversa Afiada" 17.02.2017
A Suprema indignidade
Texto reproduzido literalmente do site do Luiz Carlos Azenha, o "Viomundo":

STF é o garante do regime de exceção
Jeferson Miola, no Facebook
STF é o garantidor do regime de exceção; seus juízes decidem com olho no tabuleiro do golpe, não na Constituição

STF é o garante do regime de exceção
Jeferson Miola, no Facebook
A correta decisão do juiz Celso de Mello mantendo a nomeação do
“angorá” Moreira Franco atesta que a decisão do tucano Gilmar Mendes em
18 de março de 2016, que anulou a posse do ex-presidente Lula na Casa
Civil, foi um ato de conspiração para desestabilizar o governo e
derrubar a Presidente Dilma.
Numa decisão liminar e monocrática, Gilmar seqüestrou a competência
privativa da Presidente Dilma de nomear e exonerar seus ministros
[Artigo 84 da CF]. Apesar da extrema gravidade e da
inconstitucionalidade do ato, a decisão não foi apreciada e revisada
pelo plenário do Supremo para não atrapalhar a tramitação final da farsa
do impeachment na Câmara.
Nenhuma voz no STF se levantou para interromper a consumação desta
aberração jurídica que, evitada, teria mudado o curso da história a
partir do protagonismo do Lula no governo.
A diferença abismal de posicionamento do STF em duas situações
rigorosamente idênticas de nomeação de ministros não deriva de
discrepâncias doutrinárias entre os juízes que integram o Supremo; mas
evidencia, antes disso, que o STF é peça essencial da engrenagem
golpista e que seus juízes decidem – ou retardam suas decisões – com o
olho no tabuleiro do golpe, não na Constituição.
Nos embates em que o respeito ao Estado de Direito favorece a
dinâmica golpista e o governo usurpador, o STF atua na legalidade e em
consonância com a Constituição, como ocorreu na decisão sobre o “angorá”
do Temer.
Naquelas circunstâncias, contudo, que podem afetar a empreitada
golpista, o STF interpreta a Constituição no marco de um regime de
exceção, em afronta ao Estado de Direito.
Decisões tardias e procrastinações também demonstram o
comprometimento do STF com a perpetração e a continuidade do golpe. A
demora de 140 dias para afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara
dos Deputados, por exemplo, foi mortal para o governo Dilma.
O hoje presidiário foi mantido no cargo o tempo necessário para a
consecução do roteiro do golpe. Ele só foi afastado 18 dias depois de
presidir aquela sessão horripilante da Câmara de Deputados de 17 de
abril de 2015 que aprovou o impeachment fraudulento.
A linguagem do voto-relatório do finado juiz Teori Zavascki para afastar o presidente da Câmara é chocante.
Em 5/5/2016, Teori assim se pronunciou: “Cunha é um pejorativo que
conspira contra a própria dignidade da instituição por ele liderada.
Nada, absolutamente nada, se pode extrair da Constituição que possa,
minimamente, justificar a sua permanência no exercício dessas elevadas
funções públicas. … O exercício do cargo, nas circunstâncias indicadas,
compromete a vontade da Constituição, …”.
É chocante que, apesar de tão categórica opinião sobre o pernicioso
Eduardo Cunha, o STF decidiu afastá-lo só depois da votação do
impeachment, embora Teori tivesse conhecimento dos elementos de acusação
desde 15/12/2016, data em que recebeu o pedido de afastamento do MP.
Se o STF tivesse afastado Cunha antes da votação do impeachment, como
corresponderia, certamente a marcha dos acontecimentos tomaria rumo
distinto.
Outra demora marcante – e deliberada – foi quando da escuta ilegal e
da divulgação criminosa que o juiz Sérgio Moro fez de conversas
telefônicas da Presidente Dilma – episódio que foi cinicamente
aproveitado por Gilmar Mendes para anular a posse do ex-presidente.
Embora entendendo que “a jurisprudência desta Corte é categórica
acerca da inviabilidade da utilização da prova colhida sem observância
dos direitos e garantias fundamentais previstas na Constituição”, Teori
somente se pronunciou sobre o assunto 88 dias depois do fato ocorrido, e
não impôs nenhuma punição ao juiz Moro.
Em qualquer país civilizado do
mundo, o juiz que gravasse ilegalmente o presidente do país seria
demitido e preso.
Assim como durante a ditadura, no golpe de 2016 o STF mandou a
Constituição às favas. Com o falso pretexto de respeitar a independência
dos poderes, o Supremo legitimou os poderes totalitários de uma maioria
circunstancial no Congresso e se recusou a apreciar o mérito do
impeachment; se recusou a constatar a ausência de fundamento jurídico,
de fato determinado, de crime de responsabilidade para a instalação do
impeachment da Presidente Dilma.
O STF é um simulacro de Corte Constitucional. É um mero garante do
regime de exceção; o instrumento legitimador da oligarquia golpista que
promoveu a grande farsa do século 21 que destruiu a democracia para
atacar as conquistas do povo, entregar a soberania nacional e deixar o
Estado brasileiro sob o comando de uma máfia criminosa.
O golpe só se consumou no Brasil porque o STF deu o suporte institucional e as garantias jurídicas para a sua concretização.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
O dia dos pequeninos...
14 de fevereiro de 2017 pode bem se considerado "dia dos pequeninos" pela dimensão dos fatos que vieram a público no passar das horas desta terça feira.
Primeiro foi a notícia dada pelo "Diário do Centro do Mundo", devidamente escondida pela grande mídia dando conta de que o golpista em exercício da Presidência, Mishell Temer recebeu um telefonema oficial de Washington com o vice-presidente americano na linha. Donald Trump que falou pessoalmente com os presidentes do peru e da Colômbia, deve acreditar - como a maioria do povo brasileiro deveria crer - que o usurpador do poder é ainda vice-presidente em exercício.
Quem conhece os meandros da diplomacia sabe bem que um primeiro contato de um chefe de estado é com seu correspondente em outro país amigo. Nisso, a diplomacia americana que apoiou abertamente o golpe parlamentar de 2016, não passou recibo. Deixou para Mike Pence - vice-presidente a autoria desse contato.
O outro episódio foi a decisão com a qual o ministro decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello rasgou a fantasia, quer dizer, a toga e mostrou seu envolvimento no golpe apequenando ainda mais - se tal fosse possível - esse arremedo de Suprema Corte que ponteia em Brasília.
Enrolado em seu juridiquez com latim castiço, Celso de Mello expõe claramente a visão golpista dos atuais sinistros do STF. O que vale para Moreira Franco não vale para Lula.
Com a palavra o outro pequeno sinistro do "Supremo", Gilmar Mendes que acha exatamente o contrário...
Com isso, salve o Dia dos Pequeninos nesse Brasil afrontado!!!!
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
Lembranças... lembranças
O site "Diário do Centro do Mundo" proporciona aos seus leitores um momento de lembranças do passado político recente do País.
Em matéria sobre uma nova mobilização dos movimentos de direita em favor da Lavajato, revogação do estatuto do desarmamento e a favor da intervenção militar, o site pública imagem que diz muito para todos os que se interessam pela vida do brasileiro.
O cartaz é autoexplicativo...
Assinar:
Postagens (Atom)



